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“Uma oração interessante”

Era a última noite de Jesus, com Seus discípulos, antes de morrer na cruz. Então, Ele ora: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os proteja do Maligno” (Jo 17.15).

Estava próximo de cumprir a obra redentiva. Afinal, Jesus veio para dar a Sua vida em resgate pelas ovelhas que o Deus Pai, desde toda a eternidade, havia Lhe dado. Implicava sofrimento: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas e seja rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, seja morto e ressuscite no terceiro dia” (Lc 9.22).

Jesus veio ao mundo, viveu no mundo e Ele não fugiu do mundo. O mundo que Jesus viveu era tão problemático, corrompido quanto o mundo que vivemos. Havia ladrões, assassinos, prostitutas. Havia muita religiosidade, mas pouca vida real de comunhão com Deus. O mundo era atraente e influenciava as pessoas.

Jesus não ora para que Seus discípulos vivessem isolados do mundo. Afinal, o mundo precisa ouvir a mensagem do verdadeiro evangelho. Há muito ‘evangelho’ sendo apresentado por aí, mas é um ‘evangelho’ destituído do verdadeiro evangelho. Embora haja muita religiosidade no mundo, os discípulos de Jesus devem permanecer no mundo, dando testemunho autêntico do verdadeiro evangelho. O cristão não deve esperar boa vontade do mundo para com ele e nem mesmo com a mensagem do evangelho. “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele” (Jo 15.18-19).

Jesus pede também ao Pai: “mas que os protejas do Maligno”. O cristão está no mundo, mas jamais está sozinho e nem abandonado. Ele é guardado do Maligno pelo Espírito Santo. Não há melhor proteção do que estar guardado pelo Pai. Estar sob a guarda do Pai não significa isenção de batalhas, temores, aflições. “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Todo cristão sabe o que é viver em e no pecado. “Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira de Deus” (Ef 2.3). Deus, pela Sua graça, nos tirou do mundo e, revestido do Seu poder e graça, nos envia ao mundo. Agora, não para viver como o mundo, mas para ser uma luz a brilhar nas trevas, ser o sal da terra.

O cristão vive numa sociedade ímpia, que se opõe a Deus e à Sua Palavra. Uma sociedade que odeia a Deus e, consequentemente, odeia também todo aquele que ama e teme ao Senhor Deus. Porém, como que a sociedade precisa, desesperadamente do testemunho do cristão.

Você está no mundo, mas sempre protegido e guardado por Deus. Então viva a vida cristã sem medo, mostrando ao mundo que você é um filho de Deus.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. José Paulo Brocco (Pastor da 1 IPC de São Paulo – SP)