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“Somos peregrinos (1)”

Pedro, escrevendo aos seus leitores, disse: “Aos eleitos de Deus, peregrinos, dispersos” (1Pe 1.1). A ideia de que os discípulos de Jesus são peregrinos é fantástica. Peregrino é alguém que reside temporariamente, é um estrangeiro visitante. Tem ainda a ideia de alguém que, exilado, vive em outro país. Todo discípulo de Cristo é um peregrino neste mundo. Está apenas de passagem neste mundo.

Todo ser humano é um peregrino. Está neste mundo apenas de viagem para uma, cidade eterna. O destino final não é o mesmo para todos. Uns irão para o céu e outros, para o inferno. Todavia, todos estão em peregrinação neste mundo. Um dia, essa peregrinação findará e, então, não haverá mais peregrinos, pois, cada ser humano habitará eternamente, ou no céu ou no inferno.

Há um livro, o livro da vida, onde Deus tem gravado o nome de todos os Seus eleitos. Um dia esse livro será aberto. E todo aquele que tiver seu nome escrito nesse livro viverá, eternamente, com Deus. Porém, “Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida, foram lançados no lago de fogo” (Ap 20.15). Esses viverão eternamente, mas não com Deus. “Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos – o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte” (Ap 21.8).

Todo ser humano é um peregrino. É como se estivesse exilado durante o período da sua peregrinação neste mundo. Porém, é interessante pensar que as Escrituras Sagradas chamam apenas os eleitos de peregrinos. Talvez, a razão para isto é que somente os filhos de Deus viverão, eternamente, na cidade celestial. “Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14).

A ideia de peregrinação vem desde os tempos do Antigo Testamento. Deus disse a Abraão: “Toda a terra de Canaã, onde agora você é estrangeiro, darei como propriedade perpétua a você e a seus descendentes; e serei o Deus deles” (Gn 17.8). Quando Jacó é apresentado ao faraó, ele diz: “São cento e trinta os anos da minha peregrinação. Foram poucos e difíceis e não chegam aos anos da peregrinação dos meus antepassados” (Gn 47.9).

Toda peregrinação tem um começo e um fim. O começo é igual, mas o fim não é o mesmo. O seu nome está escrito no livro da vida?

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. José Paulo Brocco (Pastor na 1ª IPC de São Paulo)