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“O valor do Reino”

“Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mt 3.2)

Quando você ouve falar em reino, naturalmente pensa em um rei e seus súditos. Dentre os evangelistas, Mateus é o único que trata sobre esta perspectiva mais amplamente, entretanto, a abordagem do assunto não fica restrita a ele. Vale destacar que não se trata aqui de uma monarquia terrena, mas sim, de uma visão puramente espiritual.

Por se tratar de um reino com a perspectiva tão somente espiritual, destacamos aqui o seu prenúncio: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” Is 40.3. Isaias faz referência a um arauto e Mateus apresenta João Batista como sendo o próprio. O que foi profetizado há 700 anos A.C., está se cumprindo e agora o precursor passa a preparar o caminho para a chegada do rei e, ao mesmo tempo, procura deixar claro quem de fato está apto para fazer parte deste reino.

Ao contrário do que vinha sendo pregado até então, onde havia um templo santo e uma cidade santa, João Batista proporá uma nova forma de adoração, ou seja, o adorador terá como condicionante para que a sua adoração seja aceita, o estado em que se encontra o seu coração.

Ele diz: “Arrependei-vos” – A palavra arrepender significa mudança radical de atitude. Vivemos em uma época em que se fala muito em tolerância, onde não é permitido defender conceitos de éticos e morais. A alegação é que a sua verdade pode não ter valor algum para o outro, sendo assim, o conceito de certo e errado dependerá muito da perspectiva de cada indivíduo. Entretanto, quando o Senhor da igreja faz menção a quem de fato tem parte com ele, os discípulos assustam: “Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6:60). O arrependimento, portanto, consiste em viver sob a dependência de Deus, implica ter coragem para romper com o “mundo” (refiro-me à esfera espiritual), aliás, quanto a isso João diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2:15). Somos chamados para fazermos parte do reino, mas quem estabelece as condicionalidades é o próprio Deus e não os hábitos culturais ou as últimas tendências de cada época.

Ele ainda diz: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas” (vs. 3). João Batista fala a respeito de entrega. Talvez esta seja a maior dificuldade em nossos dias, visto que o ser humano tem todas as repostas; que vai desde os fatores climáticos até a classificação dos tipos de tristeza, definindo suas causas e tratamentos. Existe especialista para quase tudo, sendo assim, não há situação para a qual os indivíduos não tenham solução. Não estou aqui fazendo oposição à ciência, aliás, ela é útil e necessária, porém em matéria de fé é completamente leiga. Quanto a esta questão o apóstolo Paulo diz: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2:14). Para fazer parte do reino o seu coração precisa ser lapidado, e suas emoções trabalhadas pelo Espírito. Você pode até vir como está, porém os teus conceitos e valores a respeito do reino precisarão de uma mudança profunda.

Ainda dentro desta perspectiva, vemos que existe uma tentativa de conciliar trevas e luz, isto é, ignorar as Escrituras e ainda assim pensar que está fazendo a coisa certa. É a cegueira espiritual da qual Cristo e os apóstolos tanto falam que não tem como conciliar.

Por fim, lanço aqui algumas perguntas; com base nas Escrituras você pode dizer que faz parte do reino estabelecido por Cristo? A mudança radical já aconteceu em sua vida, ou você vive tentando remendar roupa velha com panos novos? Você pode dizer que vive sob a dependência de Deus? Quanto às regras para fazer parte do reino, já estão estabelecias, compete a você aplicá-las ao coração e poderá ser chamado cidadão do reino.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Pastor Givaldo Santana