“O que você vai fazer na casa de Deus?”

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“O que você vai fazer na casa de Deus?”

“Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10.23)

O que devo buscar numa igreja? Conforto? De fato, isso é bom. Quem não gosta de um bom ar condicionado, boas cadeiras…? Amizade e relacionamentos? Muito bom, a igreja também tem essa função social.

O problema não é o que foi posto e sim o que não foi dito. Pensemos: se o parâmetro são estas coisas numa igreja, nenhum cristão da antiguidade tinha razão de permanecer e morrer por Cristo e pela igreja, pois a igreja da época não oferecia luxo e sim pobreza e perseguição para eles naqueles dias difíceis. Mas a igreja tinha algo que justificava as atitudes dos fiéis: Pregação das Escrituras e o viver de acordo com ela.

Quando há verdadeira atuação do Espírito as coisas são diferentes. Há transformação nas vidas.
Entretanto, só quem nasceu de novo, é quem de fato foi transformado.

Uma das evidências da regeneração é o desejo e busca pelo culto e comunhão. O que deve nos motivar, acima de tudo, subir à casa de Deus é a pregação da legitima Palavra de Deus. Igreja é lugar de quem nasceu de novo, de regenerados, de pessoas que foram resgatadas das trevas para a luz. A igreja é a comunidade dos santos, é o lugar onde as pessoas aprendem sobre quem é Deus e do que Ele fez, faz e fará.

É lógico que dentro da igreja há pessoas que não nasceram de novo, todavia, elas não partilham da realidade de ser igreja do Senhor, de ser Templo do Espírito Santo. A liturgia dentro da igreja de Cristo deve buscar honrar ao Senhor da igreja e não a homens. O nosso culto não é antropocêntrico e sim Teocêntrico. Ou seja, o culto é para o Senhor e isto nos diz e muito de como deve ser a liturgia no culto ao Senhor. Quem deve aprovar o que é feito no culto? O homem ou o Senhor? A Confissão de Fé de Westminster em seu cap. XXI Seção I diz:

“A luz da natureza mostra que há um Deus que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de toda a força; mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.”

Notou o que o nosso símbolo de Fé diz: “(…) mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras”

O que temos aqui é o conhecido princípio regulador do culto. Qual seria? “(…) mas o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada”

O que devemos aprender de tudo isto? Somos seu povo, sua igreja. Portanto, devemos adorar ao nosso Senhor de acordo com a sua santa vontade. Ao Senhor da igreja toda a glória.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Jaziel Cunha (Pastor na IPC da Grande Recife)