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O desafio de sermos fieis

“Não podeis servir a Deus e às riquezas”. (Lucas 16:13)

De acordo com a cultura popular, a lei de Gérson consiste no péssimo hábito de tirar vantagens sobre o outro, sem levar em consideração aspectos éticos ou morais.

A relação de confiança não se dá da noite para o dia, mas é um processo construído de degrau em degrau. Você se lembra da história de José? Foi só após ele provar que realmente era de confiança que recebeu o título de segundo homem do Egito.

No texto em questão o Senhor Jesus nos traz um episódio até certo ponto comum, digo isto porque você já deve ter ouvido pelo menos uma vez sobre uma história em que alguém que gozando de elevado prestígio, em algum momento, foi pego traindo a confiança depositada nele. Acontece que não existe crime perfeito. Quando o administrador infiel menos esperava o patrão tomou conhecimento das suas tramoias e tomou providências a respeito disso: “Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.” Isso está em Lucas 16:2. Na sequência nos deparamos com algumas situações e vemos que o administrador se recusava a descer o seu nível: “Trabalhar na terra não posso”, e que também se recusava a mendigar: “mas também de mendigar tenho vergonha”.

De uma forma surpreendente aquele homem imediatamente elaborou uma saída: “Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas.” (Lucas 16:4). Ele estava decidido a manter o status, mas alguém sempre tem que pagar a conta. Enquanto cumpria o aviso, ele resolveu convidar a todos que deviam ao seu patrão e oferecer descontos das dívidas e desta maneira servira como um favor prestado para os devedores, que talvez não soubessem, que os dias daquele homem na condição de administrador estavam contados. No verso 5 lemos: “Quantos deves ao meu patrão?”

Ao que tudo indica o patrão não desaprovou a renegociação das dívidas: “E elogiou o senhor ao administrador.” (v. 8). As três partes sairiam ganhando, o patrão que recebeu o pagamento das dívidas que estavam pendentes, os devedores que puderam liquidar as suas dívidas, e o administrador que, por conta dos descontos generosos manteria o prestígio perante aquelas pessoas. Aqui nós já encontramos uma aplicação: “Porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.” (v. 8).

Na perspectiva de Cristo, muitas vezes as pessoas do mundo, fazem muito melhor proveito dos recursos à disposição do que os crentes, mesmo que os objetivos deles sejam bem diferentes.

Na continuidade Cristo enfatizou a importância da fidelidade: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” (v. 10). Ele concluiu dizendo que o coração do servo de Deus não pode estar dividido: “Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Lucas 16:13).

Somos ensinados, portanto, que devemos nos manter na luz até à volta de Cristo. Aprendemos também com essa passagem sobre a importância da sabedoria para nos ajudar a lidar com as riquezas do mundo, tendo em vista sempre o reino de Deus, e não as riquezas terrenais. Somos desafiados a usar todos os recursos com sabedoria a serviço do reino de Deus.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Givaldo Santana (Pastor na IPC de Birigui – SP e Pedrinha Paulista – SP)