“O caminho para as bênçãos”

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“O caminho para as bênçãos”

No salmo 19 a partir do verso 7 o salmista procura ressaltar importância da lei de Deus, usando termo como: preceitos, mandamentos e juízos como meios compensatórios àqueles que levam a sério a Palavra de Deus. Esta recompensa não era novidade para o povo de Israel, conforme o texto de Deuteronômio 28.1-14. A bem da verdade, o contexto dos versos mencionados remonta ao capítulo 26.16-19, no qual o cumprimento dos princípios de Deus é uma ordem e não mera opção. Os primeiros versos do capítulo 28 evidenciam o caminho para o povo da Aliança se apropriar das bênçãos.

Pode-se dizer que o Sermão do Monte, em Mateus 6.33 dialoga com o texto de Deuteronômio 28, ao ressaltar que, “as demais coisas” são decorrências do ato de buscar em “primeiro lugar o reio de Deus”. A inversão dessa ordem, apesar de muito comum na vida, não só dos gentios, pode até satisfazer às questões existenciais, mas não à alma. O propósito de Deus não era apenas assentar um povo. O objetivo principal, conforme se deduz das Escrituras, era um “reino de sacerdotes”, uma não “santa”, segundo o livro do Êxodo 19. 6 e 1 Pedro 2. 9,10. Daí a ordenança em guardar os Mandamentos como canal de graças.

Não existe segredo. As bênçãos no campo e na cidade estão atreladas à obediência aos preceitos divinos. Guardar todos os princípios. Não existe exceção. O Salmo 119. 4 diz que os mandados de Deus devem ser cumpridos “à risca”. A inteireza de coração é requisito imprescindível aos descendentes de Abraão. Não se corre atrás de bênçãos, elas alcançam os fiéis. Exara Deuteronômio 28. 2: “Se ouvires a vos do SENHOR teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos”. A partir do verso seguinte Moisés elenca as variadas formas de bênçãos que juncariam as sendas de Israel. Na cidade ou no campo, o cuidado de Deus jamais se apartaria dos filhos da promessa.

O verso 14 do texto em apreço exorta os israelitas quanto à fidelidade a Deus nas seguintes palavras: “Não te desviarás de todas as palavras que hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, seguindo outros deuses, para os servires”. Interessante que, ou serve-se ao Deus dos céus, ou aos deuses. Por mais que o ser humano busque a sua autonomia, seu destino é servir. No servir ao Deus criador e sustentador da vida está a segurança da provisão divina e, no servir aos deuses está o desamparo dos pecadores; primeiramente por desprezarem e afrontar ao Criador e, consequentemente por depositarem confiança nas obras de suas próprias mãos.

No verso 12 encontra-se: “O SENHOR te abrirá o seu bom Tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestaras a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado”. O bom tesouro de Deus é para os que esperam, observando atentamente os seus mandamentos. Eis o caminho para as bênçãos!

Não é preciso tamanho esforço para ver na própria Escritura inúmeros exemplos de pessoas abençoadas por andarem com Deus e, inúmeras outras que amargaram o juízo Divino por não levar Deus a sério. O livro dos Juízes diz que, após a morte de Josué, não demorou muito para que se levantasse uma geração que desconhecia o SENHOR. Este texto de Juízes 2.6-14, embora seja muito triste, relata com muita clareza o desprezo do povo de Deus para com seus Mandamentos. Como consequência desse menoscabo, a ira “…do Senhor se acendeu contra Israel…”.

O caminho das bênçãos atravessa as paragens da obediência. As dádivas vêm dos Céus, tanto para os do campo como para os da cidade. “Na terra ou mar, por onde for, com Senhor é céu ali”.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Reginaldo Vieira Naves