“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”
7 de julho de 2019
“Pensem concordemente no SENHOR” (Filipenses 4.8).
9 de julho de 2019

Mudança de Hábito (6)

“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem” (Ef. 4.29).

Falar é uma experiência exclusiva do ser humano. Estamos tão habituados a falar que, nem sempre, nos lembramos desse fato tão simples, mas, extraordinário. A capacidade e habilidade de falar.

As Escrituras Sagradas nos instruem, por exemplo, a sermos sensatos no nosso falar. “Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato” (Pv 10.19). “Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno” (Pv 17.27). Tiago nos exorta quanto ao domínio da língua, ao dizer: “A língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero” (Tg 3.8).

A importância de sermos comedidos no falar é porque, conforme disse Jesus: “Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados” (Mt 12.36-37). “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).

Mudança de hábito! Implica em aprender a domar a língua.

A palavra “torpe” tem a ideia de árvores podres, “palavras de queixume, de zombaria, cínicas, sarcásticas, as quais espalham a desmoralização numa comunidade”. Portanto, o que as Escrituras nos ensinam é que, todo aquele que usa, de modo torpe, a sua língua, jamais é para a edificação, mas para prejudicar o próximo.

De que maneira o cristão deve o seu falar? “Mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem”. A ideia de “domar” não é um processo simples, pois requer disciplina e implica em abandonar um pecado com o qual a pessoa está muito habituada. Mas, embora seja difícil, não é impossível. O poder de Deus em transformar o coração de um pecador arrependido é extraordinário.

Se há palavras que podem causar prejuízos, certamente há palavras que promovem a edificação, o bem-estar. “As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos” (Pv 16.24).

O cristão deve ter como propósito em sua vida, fazer tudo sempre para a glória de Deus. Considerando que somos instruídos pela Palavra de Deus a mudança de hábitos, temos que nos esforçar para romper com o pecado e lutar para viver em conformidade com a nova natureza em Cristo. Por isso, é muito importante aprender a falar apenas o que promove a edificação pessoal e da Igreja, o Corpo de Cristo.

Mudança de hábito! Uma bênção operada no pecador pela graça de Deus e poder do Espírito Santo.

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. José Paulo Brocco