“Fazer além da obrigação” (Êxodo 39.32 – 43)

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“Fazer além da obrigação” (Êxodo 39.32 – 43)

Quando a Moisés foi confiada a difícil, mas, nobre tarefa de libertar o povo de Deus que se encontrava escravo no Egito, sua primeira atitude foi a de justificar seus limites ante tão custosa empreitada. No entanto, à medida que os argumentos apresentados por ele iam sendo rechaçados por Deus, a sua disposição em obedecer ao Senhor alicerçava-se nas promessas da Aliança. Moisés foi uma pessoa que pode ver de perto tanto a vaidade humana como a glória de Deus. Quando jovem foi tirado de seu povo e mandando à Casa de Faraó, a fim de que, sua vida fosse preservada, quando velho foi enviado ao Egito, a fim de que, seu povo fosse preservado. O mesmo Deus que zelara por ele na juventude não o abandonaria em sua missão. Em seu cântico de vitória, Moisés não deixa dúvida de que o êxito de sua peleja só foi possível porque O Senhor “…trinfou gloriosamente…”.

Uma vez longe dos termos de Faraó, o povo de Israel se viu livre para servir ao Senhor sem impedimento, no entanto, este servir se daria segundo as normas divinas. Razão pela qual Moisés desceu do monte com as Tábuas da Lei. Além do Decálogo, outras tantas estipulações pertinentes ao culto, e ao lugar da oração foram dadas por Deus como norteadoras da adoração que lhe é devida. Ao falar-se em lugar de adoração, a figura do tabernáculo, geralmente, é a primeira que se destaca no pentateuco. É quase que impossível o leitor não se divagar com as minuciosas narrativas pertinentes ao local e modo de culto estipulados por Deus.

Em Êxodo 39.42 lê-se que toda a obra do tabernáculo fora feita conforme o Senhor ordenara a Moisés. No verso 40 do mesmo capítulo, dizem as Escrituras que até os pregos foram feitos conforme estipulações Divinas. A ênfase nos pregos não se dá por serem menos importantes, senão por ressaltar que Deus valoriza a obediência incondicional de quem faz a sua obra. Se o candelabro fosse mencionado não causaria estranhamento, visto ser algo cheio de significados. Deduz-se daí que, para Deus tudo tem a sua importância, não importa se prego ou cortinas, no tabernáculo. Tudo que Deus fez, viu Ele que era muito bom. Em honra ao Criador, que fez tudo com perfeição, é que a obra do tabernáculo fora concluída: “Assim se concluiu toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação; e os filhos de Israel fizeram tudo segundo o SENHOR tinha ordenado a Moisés; assim o fizeram. ” (Êxodo 39.32).

Fazer além da obrigação é valorizar o que se faz. Deus espera que o seu povo tenha prazer no desempenho de suas tarefas. Em Isaías 53.11 registra que o “Servo sofredor” “…verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito…”. No Salmo 100.2 dizem as Escrituras: “Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico”. Ao contemplar a obra realizada em Êxodo 39.43, Moisés abençoou o feito por corresponder ao que Deus lhe havia ordenado. Ir além da obrigação não deve ser entendido como surpreender a Deus com inovações, mas fazer como exercício de culto.

Quando se lê a Bíblia como deleite da alma, o esforço é visto como compensador e não apenas uma tarefa enfadonha que Deus impôs aos seus adoradores. O mesmo pode ser dito com respeito à assiduidade nas atividades da igreja. O “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR. ”, do salmo 122.1 somente será uma realidade na vida do adorador, quando ele colocar em prática o Salmo 27.4: “Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo”. Fazer por obrigação é obediência, mas, fazer como culto é ir além da obrigação. É alegra-se no Senhor!

Que o Senhor Jesus conceda um ótimo dia a você e toda a sua família.

Rev. Reginaldo Vieira Naves (Pastor na IPC de Iraí de Minas – MG)