Evangelização: O verdadeiro meio para o crescimento da Igreja

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Rev. Sebastião M. Arruda


Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos, não perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?
(Pv 24:11,12) ... alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa  (I Cor 15:34b).

 

Ouve-se muito sobre crescimento da Igreja, sobre plano de expansão e sobre a volta de Cristo relacionada com a tarefa da evangelização. Sermões são pregados e livros são escritos sobre a importância da “paixão pelas almas” e assuntos do gênero. Essa é uma preocupação válida, e parece justo que ocupe o centro das discussões eclesiásticas. Afinal, a igreja é o verdadeiro agente do reino de Deus na terra e, como tal, deve preocupar-se com a expansão desse reino e com o cumprimento cabal de um dos propósitos mais nobres de sua permanência aqui.

Por outro lado, tudo isso só pode dar certo se cada crente evangelizar, testemunhando daquilo que tem recebido de Deus; se cada conselho de igreja se empenhar na abertura de pontos de pregação; e se cada família preocupar-se ativamente com a salvação de seus parentes, amigos e vizinhos.

Contudo, forçosamente, somos obrigados a admitir o esfriamento do interesse pela prática da evangelização. Talvez não sejam muitos os crentes que evangelizam uma pessoa por ano. Além disso, também não é grande o número das igrejas que têm ponto de pregação. E, conseqüentemente, quando famílias evangélicas mudam-se para regiões afastadas, na maioria dos casos, já não se preocupam tanto com a abertura de novas frentes de evangelização.

Como uma necessidade decorrente desse esfriamento, vão surgindo também as desculpas. Dizem alguns que a cultura dos nossos dias impossibilita a obra da evangelização. Argumentam que as pessoas são intransigentes e que não querem ouvir sobre o Evangelho de Cristo e que, com o processo de globalização, universalizou-se, também, o mundanismo e a falta de interesse por conceitos absolutos e religiosos.

Tudo isso tem sua parcela de verdade, mas quando consideramos as dificuldades enfrentadas pela igreja primitiva para evangelizar, constatamos que aquele não foi um período mais fácil do que o atual. Para que se tenha uma idéia, basta que nos lembremos de Estevão e de Paulo. Além disso, acredita-se que dentre todos os apóstolos, apenas João teve morte natural. Todos os demais foram martirizados por causa do trabalho que faziam.

A grande pergunta é: O que os crentes dos nossos dias vão esperar? Será que eles vão esperar por dias em que o trabalho de evangelização não tenha obstáculos? Será que vão esperar por dias em que os pecadores venham sedentos à procura do Evangelho da salvação? Será que vão esperar por um período em que seja fácil pregar o Evangelho de Jesus Cristo? Ou será que existe outro método para o crescimento da igreja? Ora, todos sabemos dos espinhos dessa estrada, mas todos sabemos, também, que este é o único caminho para glorificar a Deus na nossa vida.

Assim, não queremos escrever sobre a  evangelização apenas como um programa, ou um plano de expansão, mas principalmente como o propósito cristão de glorificar a Deus. A fé reformada propõe o mais elevado objetivo da evangelização; e não  é apenas a salvação de almas, ou crescimento da Igreja de Cristo, tampouco a vinda do reino de Cristo. Todos esses objetivos da  evangelização são importantes, inestimavelmente importantes; mas são apenas meios para a consecução do fim para o qual todas as  coisas foram trazidas à existência – A GLÓRIA DE DEUS. Portanto, o trabalho de evangelização não é apenas mais um trabalho dos filhos de Deus, ele ocupa lugar de destaque e é uma das razões pelas quais o Senhor não nos levou para o céu no dia da nossa conversão; uma importante razão para o Senhor nos preservar com vida neste mundo.

Foi essa motivação que levou o apóstolo Paulo a exclamar: “Ai de mim se não pregar o Evangelho!” (I Cor 9.16); Knox, a dizer em sua oração: “Dá-me a Escócia ou eu morro”; Henry Martin, a  orar, ao chegar  às praias da Índia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”; Simonton a dedicar sua vida ao serviço de Deus no Brasil; enfim, essa tem sido a motivação de todos os destacados servos de Deus.

Há muitos, relativamente, que estão prontos a assumir a profissão de fé, mas há bem poucos que estão dispostos a orar como Davi: “Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente” (Sl 16.2), ou como Henry Martin. A grande maioria dos crentes sente-se feliz ao professar publicamente a fé, mas bem poucos estão dispostos a assumir a função que lhes cabe no corpo de Cristo.

Em resumo, irmãos, se verdadeiramente somos SERVOS  de Deus, isso deve tornar-se evidente em nossa vida, como diz a Palavra de Deus: (João 14:15; 15:14; I João 2:3,4) “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”  (Jo 14.15); “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14); Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade (I Jo 2.3,4). A pergunta é: Como sua igreja e você têm obedecido ao mandamento da evangelização?

Portanto, irmãos, que jamais nos esqueçamos de que o único propósito da nossa vida é a GLÓRIA DO NOME DE DEUS.  E, como disse Paulo: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?  Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Cor 6.19,20).